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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

sábado, 16 de junho de 2007

Olhos abertos.

A censura, de certa forma, paira no ar
Ignoro, contudo, essa penosa sensação
Pesquisei, visitei, li, comparei, analisei
Mas não cheguei a nenhuma conclusão

Fala-se em repressão a canais de rádio
Até jornal e tevê na mira da tal censura
Comenta-se a omissão em certos países
Como Venezuela, Corea e até Cingapura

Mas nada disso realmente conta ou importa
O que importa mesmo é o cheiro de censura
um cheiro fétido que revolve suas entranhas
e esse gosto amargo, de fel, que só o mal traz

Vade retro, Satanás!



Claudia Fernandes



15 de junho de 2007

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