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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Você em mim

Através desse olhar
consigo enxergar o seu mundo
sentindo o seu toque
compreendo a real sensação de amar
tendo a sua presença
nada mais falta para ganhar meu dia
ganhando esse sorriso
sou tomada de rara e plena alegria


Um olhar, um mundo
um novo cenário me agita
mergulho nesse oceano profundo
onde toda fantasia é infinita


Um toque, um arrepio
uma nova emoção contamina
por esse frisson eu agora ansio
minha pele cansou de rotina


Uma presença, uma paz
uma nova segurança floresce
feliz trégua a essa dor contumaz
que em meu ser já não padece


Um sorriso, uma sedução
novo desafio se descortina
sem loucura, não existe paixão
logo, enlouquecer será a minha sina?





Claudia Fernandes






18 de junho de 2009.

domingo, 14 de junho de 2009

Meu verdadeiro e único amor

O amor geralmente me faz tão bem
assim, a sua marcante presença
é sinônimo de paz sem fim
e quando ele está próximo
a felicidade reina em mim


E se o amor pudesse estar comigo
o tempo considerado necessário
aplacaria a minha solidão
de novo teria a segurança
e acalmaria o meu coração


Mas nem sempre meu amor está aqui
às vezes a distância é dolorida
sinto falta da sua risada
há um vazio no meu abraço
esperando por sua chegada



Essa espera parece uma eternidade
os longos dias custam a passar
é só tristeza o meu viver
a esperança, minha aliada
de outra vez eu feliz ser


O dia em que o amarei está perto
é com ele que eu sempre sonho
essa lágrima que derramei
sumirá e ali em seu lugar
só os beijos de quem amei.




Para Júnior.





Claudia Fernandes


14 de junho de 2009
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