________________________________________

Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

Follow ClaudiaPinelli on Twitter



"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Solitude

Estou só
E não estou bem.
No peito uma dor que queima feito fogo
Na mente
O vazio e o torpor que a tristeza sabe bem como criar

Nada pode me consolar agora
O corpo já não responde a meus comandos
Assisto com pesar e apatia
Um misto de desesperança e incredulidade
Invadirem minha alma e minha mente devagar
Tudo parece se esvair rápido

Cada conquista escorregando pelas mãos
Suspeito que não há o que fazer
Ou há muita coisa, tenho dúvidas
No momento, só confusão e tristeza a imperar
Preciso de um alívio para essa dor

Ninguém ao lado parece forte o bastante
A cabeça lateja e me faz soltar
Um gemido sussurrado, grave e oco
Um pedido de socorro.
Mas se não há ninguém, quem poderá negar?


Claudia Pinelli Fernandes.


Em 31 de agosto de 2016.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Insone

E já se vão horas sem conseguir dormir
A madrugada acaba
Nasce a manhã
A luz entra pelas frestas
Dando aquela desagradável sensação 
de perda, de torpor, de desconexão

Amanhã levanto como se nada tivesse acontecido
Tomo banho e vou trabalhar
Minhas dores, angústia e desânimo
não interessam nem a um irmão
Mais um dia no teatro da ilusão

A insônia tem me perseguido por algum tempo
Insiste numa amizade que nunca será recíproca
Peço ao sono que venha me salvar
Que voe em minha direção
Que traga, enfim, a minha adormecida salvação.



Claudia Pinelli Fernandes.


Em 24 de agosto de 2016.
Related Posts with Thumbnails