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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

domingo, 14 de junho de 2009

Meu verdadeiro e único amor

O amor geralmente me faz tão bem
assim, a sua marcante presença
é sinônimo de paz sem fim
e quando ele está próximo
a felicidade reina em mim


E se o amor pudesse estar comigo
o tempo considerado necessário
aplacaria a minha solidão
de novo teria a segurança
e acalmaria o meu coração


Mas nem sempre meu amor está aqui
às vezes a distância é dolorida
sinto falta da sua risada
há um vazio no meu abraço
esperando por sua chegada



Essa espera parece uma eternidade
os longos dias custam a passar
é só tristeza o meu viver
a esperança, minha aliada
de outra vez eu feliz ser


O dia em que o amarei está perto
é com ele que eu sempre sonho
essa lágrima que derramei
sumirá e ali em seu lugar
só os beijos de quem amei.




Para Júnior.





Claudia Fernandes


14 de junho de 2009
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