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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O terceiro lado do triângulo.

Flores
belas, estranhas
inodoras, cheirosas
brancas, coloridas
orquídeas, rosas

Animais
domésticos, silvestres
dóceis, ferozes
bonitos, repugnantes
lentos, velozes

Homens
brancos, negros
cultos, ignorantes
engajados, alienados
corajosos, hesitantes

Flores, homens, animais
aspectos diferentes
mas moradias iguais

Homens, animais e flores
iguais origens
diferentes cores

Animais ajudam as flores
flores ajudam os animais
juntos coabitam pacificamente
e assim vivem, num mar de amores

Só o homem não quer interagir
dessa harmonia entre os seres
pensa só em como matar e destruir
a tudo e a todos, sem dó e a esmo...


...inclusive a ele mesmo.


Claudia Fernandes


22 de junho de 2007
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