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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Não se iluda...

Por trás da beleza provocante da rosa
sempre existirá um traiçoeiro espinho
que irá se esconder de forma ardilosa
para sangrar o mais inocente dedinho

Então, não se deixe levar pelo fascínio
que no começo parecerá maravilhoso
logo terá manipulado o seu raciocínio
de um jeito autoritário, nada amistoso

Portanto diga não ao espinho que lhe fere
e lute para poder escolher algo de melhor
do qual só a paz e a liberdade você espere
não um desperdício de seu sangue e suor

A censura é falsa e pérfida como o espinho
Engana o mais desatento bobo samaritano
Se esconde por trás de um errante caminho
e de certo mesmo só um incorrigível engano.


Não se iluda...



Claudia Fernandes



14 de junho de 2007
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