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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sem volta

Costumava caminhar por uma campina verdejante
Só eu, as vaquinhas, as árvores e o vento
As árvores eram tão altas que nem dava para ver suas copas
Estava quase sozinha, se não fossem eles e meu pensamento

O capim suavemente tocava minhas pernas
Sentia arrepios percorrendo minha alma
Um mau pressentimento me dominou
Respirei fundo para manter a calma

Olhei para o céu e vi nuvens negras se formando
A chuva logo apareceria para refrescar
Desabou em mim, abundante e fria
E entre meus lábios sedentos satisfez meu paladar

Continuo incansável essa caminhada
Mas já não vejo vacas, árvores, vento nem verde
A chuva já não cai, só o calor está presente
Nada mais de bom que consiga matar a minha sede



Claudia Fernandes.






31 de janeiro de 2014.
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