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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na vida, é preciso que se prevaleça o equilíbrio.



Nem eu, nem você.
Nós.
Nem o todo, nem o nada.
O meio.
Nem o bonito, nem o feio.
O agradável.

Nem branco, nem preto.
Café com leite.
Nem alto, nem baixo.
Médio.
Nem euforia, nem tédio.
A paz.

Nem muito, nem pouco.
Mais ou menos.
Nem longe, nem perto.
No meio do caminho.
Nem em grupo, nem sozinho.
Bem acompanhado.

Nem água, nem fogo.
O vento.
Nem céu, nem inferno.
A Terra.
Nem muita paz, nem muita guerra.
A vida.





Claudia Fernandes.




Em 17 de janeiro de 2014.
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