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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Reaprendendo a viver

Se você se sente triste, deprê
achando que o mundo
não é bonito, está contra você
e pensa que seu buraco já chegou ao fundo

Se nada do que você conhece
faz mais sentido algum
seu corpo nesta vida só padece
e você preferiria ser apenas um ser comum

Olhe para essa pequena flor
olhe sua evidente beleza
ela não demostra nenhuma dor
mesmo com toda fragilidade e delicadeza

Aprenda com o seu sucesso
e suas sábias atitudes:
esquecer defeitos e retrocessos
só lembrar dos progressos e das virtudes

Quando você enfim perceber
que é um ser especial
vai saber como bem se proteger
das armadilhas desse sentimento abismal


Claudia Fernandes


27 de setembro de 2007
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