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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Branco, branco

O branco deixa tudo mais claro
torna tudo bem mais visível
aos olhos daquele que vê

O branco ilumina os ambientes
é sempre o símbolo da paz
busca neutralizar a deprê

O branco é a ausência de cores
mas a presença da luz guia
que aponta um caminho

O branco parece com alva neve
mas possui o bendito poder
de acalentar o frio ninho

O branco seria apenas uma cor
se não fosse a única forma
de se revelar o ser oculto

O branco seria apenas uma cor
se não fosse para o escuro
um indesculpável insulto.


Claudia Fernandes



04 de setembro de 2007
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