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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Mato, o Rio e o Céu.

O Mato tem cheiro de verde,
de vida
e me traz uma sensação de sentir
o cheiro de Deus.

O Rio lava a minha alma
cheia de dúvidas e temores
e é como se me dissesse:
"calma, filha, purifica sua alma,
limpa seu corpo e vai."

O Céu me dá esperança
de que amanhã será outro dia
e que tudo pode dar certo,
basta acreditar.

Olhar para o Mato,
para o Rio
e para o Céu me dá a exata noção
de que há muita coisa visível
somente aos olhos atentos
a certas delicadezas
e que elas passam despercebidas
aos olhos da maioria apressada
que vive correndo
para não perder a hora.

Voltar para casa
depois de uma tarde dessa
é revigorante
e me faz querer viver melhor
e fazer da vida
de quem vive comigo
cada vez mais agradável.

Bom dia!


Claudia Pinelli.


22 de setembro de 2010.
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