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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Mantenha distância

Será que a distância de quem se gosta
realmente nos traz tanto sofrimento?
Será que não passa nem pelo pensamento
e será tão difícil a simples crença
de que a ausência pode proporcionar
bem mais serenidade que a presença?


Perguntas sempre permeiam a mente
vagas, com uma feição meio criptográfica
respostas por sua vez, e só para contrariar,
costumam ser raras, geralmente simplistas
assim, coloquemos a mente para funcionar,
e esqueçamos essa dialética topográfica
já que talvez a distância seja o melhor lugar
para se estar quando precisamos ser egoístas.



Claudia Fernandes




22 de novembro de 2007
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