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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Adeus, gaiola...

Não me encare dessa maneira
me deixando constrangida
esqueça-me, desapareça
já lhe indiquei uma saída

Por mais que busque explicar
você parece não entender
que necessito de espaço
para em paz poder viver

Gosto de caminhar, de velejar
gosto de ser livre, de sumir
sem ter algemas, chaves
nem destino para seguir

Não me prenda, nem me castre
pois assim você me perderá
aos poucos, como um curió
que da gaiola se libertará.


Claudia Fernandes



19 de dezembro de 2007
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