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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Chega de Guerras Estúpidas!

Até quando o homem,
esse ser tão fantástico,
inventor do rádio, da televisão,
da linguagem, da morfina
da internet, da civilização
descobridor da penicilina,
da eletricidade, da meditação
explorador da Lua, da Terra,
até quando esse ser dito racional
vai apoiar, fazer e justificar
essa coisa tão estúpida e venal
chamada Guerra?



Claudia Fernandes


1 de outubro de 2007
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